“In The Miso Soup”: como realmente vemos o Japão?

Quais são as principais ideias que vêm a sua cabeça quando pensa no Japão? Certamente é possível imaginar algumas coisas. E, de uma forma muito curiosa, todos esses estereótipos e até mesmo conhecimentos (teóricos e práticos) são utilizados como tema central do romance mais aclamado de Ryuu Murakami.

Porém, este autor que é conhecido pela narrativa e escrita visceral, optou por abordar tudo de uma forma pouco ortodoxa. “In The Miso Soup” (“Na Sopa de Missô” em tradução livre), a indústria sexual japonesa, cujo o distrito de Kabuki-cho, em Tokyo, é o principal baluarte, é utilizada como cenário para explorar aquilo que vai além do entretenimento e prazer. Não apenas, às vezes, parecemos dar mais valor à cultura japonesa como eles parecem valorizar o Ocidente mais do que nós mesmos. Porém, quando se trata dos instintos mais básicos, aparentemente todos os povos são parecidos. E nada melhor que um “thriller” bem sangrento para demonstrar isso.

Contexto

Publicado originalmente em folhetins no jornal Yomiuri Shimbun em 1997 e posteriormente compilado em livro, In the Miso Soup” (traduzido para o português como Sopa de missô) acompanha Kenji, um jovem guia noturno que leva estrangeiros pela vida sexual underground de Tóquio, especialmente em Kabuki-cho. A história se intensifica quando ele é contratado por Frank, um americano estranho, e passa a suspeitar que seu cliente seja um serial killer responsável por assassinatos brutais. A recepção ao livro foi amplamente positiva. A crítica, como a Kirkus Reviews, chamou-o de “um retrato violento do Japão contemporâneo”, classificando-o como um dos thrillers mais cruéis desde O Silêncio dos Inocentes.

Ryuu Murakami (nascido em 19 de fevereiro de 1952, em Sasebo) é um dos autores japoneses contemporâneos mais inquietantes, destacando-se pela exploração do lado sombrio da sociedade urbana. Ele começou suacarreira literária com “Almost Transparent Blue” (1976), adaptado também para o cinema por ele mesmo.  Ao longo dos anos, Murakami consolidou-se como um narrador da alienação, violência e decadência modernas, com obras marcantes como “Coin Locker Babies“, “Piercing“, “Negotiation” e, é claro, “In the Miso Soup” — que lhe valeu o prestigiado Prêmio Yomiuri de Literatura em 1997. Murakami segue uma linha literária distinta, sendo muito mais visceral, gráfica e sem concessões. Em “In the Miso Soup“, essa abordagem resulta num thriller ultraviolento, reflexivo e perturbador, que amplia os temas já presentes em obras anteriores como “Audição”, também adaptado para o cinema.

A grande “estrela” do romance

Durante toda as mais de 200 páginas do livro, nós somos apresentados a alguns personagens, mas apenas o protagonista e o coadjuvante se destacam. Porém, nenhum dos apresentados na trama tem tanto peso quanto a grande “estrela” da história, que é justamente Kabuki-cho, o “distrito da luz vermelha” de Tokyo (quem acompanha “Kimetsu no Yaiba” vai rapidamente lembrar da terceira temporada). E isto é muito interessante principalmente para leitores ocidentais porque nos faz mergulhar de uma forma muito nua e crua de um lado do Japão que todos sabem que existe, mas que nunca é exposto de forma tão transparente.

Muito além do entretenimento adulto, Kabuki-cho mostra um lado tanto da sociedade japonesa quanto dos estrangeiros que é trágico e, até mesmo, odioso. De forma muito sutil, mas clara, a obra nos revela que o mundo da prostituição tem um pano de fundo muito triste, que é a mais pura necessidade de sobrevivência. Mas isso só por parte de quem presta o serviço. Do outro, existe muito mais um “vazio e desespero” do que qualquer outro desejo por diversão e prazer. É quase como se, através das luzes de neon e os “love hotels”, Kabuki-cho revelasse não só uma realidade triste dentro de um país tão próspero, quanto também nos mostrasse algo universal da natureza humana.

Murakami é um autor que frequentemente faz críticas ao materialismo contemporâneo do Japão, como em “Audição”, e em “In The Miso Soup”, tal característica social atinge um outro patamar. Porém, desta vez, destacando a própria perspectiva japonesa e estrangeira com relação ao próprio país.

Em dado momento, no terceiro ato da obra, vemos um diálogo entre Frank e Kenji no qual o estrangeiro fala coisas a respeito da história e cultura japonesa que nem mesmo o protagonista sabia. E o mais curioso é que o coadjuvante soube de tudo aquilo não através de outro japonês, mas sim de um jornalista estrangeiro. Assim, de uma forma muito curiosa, o autor mostra quanto a cultura e história japonesa são muitas vezes mais valorizadas (e até mesmo compreendidas) do que muitos dos próprios japoneses. Porém, o oposto também é verdadeiro. Uma prostituta que fala inglês, em dado momento, conversa com Frank a respeito da “Niketown”, um prédio da Nike que existiu em Nova York até 2017 e o coadjuvante sequer sabe do que ela está falando. Este momento faz com que Kenji desconfie que o seu cliente está escondendo muitas coisas, e talvez sequer seja de onde disse que é, mas algumas dezenas de páginas depois entendemos o significado disso tudo.

Em contrapartida, quando se fala da “indústria sexual”, praticamente todos os países e povos são semelhantes, modificando apenas alguns poucos pontos em particular. E por tudo isso, fora a ambientação estilosa, mas claustrofóbica, que o maior destaque da obra é justamente o ambiente que ela se insere. Mais até que a própria trama e os personagens. Porém, é pouco recomendado fazer qualquer tipo de turismo em tal distrito caso visite Tokyo em algum momento, uma vez que é um dos locais mais perigosos de todo o Japão. E não é porque é um país seguro que se deve “facilitar”.

Clímax e anticlímax

É difícil colocar esse livro como sendo uma narrativa “de mistério”, pois em nenhum momento nós somos induzidos a pensar na trama como algo mais próximo do que as narrativas policiais tradicionais fazem. “Thriller” talvez seja o que mais se encaixa, mas se precisasse colocar em português, “In The Miso Soup” é um livro de suspense, terror e drama – tudo isso misturado ao mesmo tempo. Se não houvessem os aspectos mais intimistas e reflexivos que a obra traz, daria facilmente para classifica-la como apenas um terror. E se assim fosse, este livro seria extremamente fraco e esquecível. Por isso que a junção de todos esses elementos acabou sendo de suma importância.

Frank é um assassino e ele é o grande vilão da história. Pouco antes do final do segundo ato, ele comete um massacre brutal e sangrento em um pub na frente do protagonista. Essa cena, embora exagerada e até difícil de acreditar que algo assim fosse possível na prática sem que ninguém reagisse, é marcante apenas para dar o “sabor” necessário para todo o contexto trágico de Kabuki-cho. Isto é: todos ali são meros pedaços de carne para que o cliente desfrute e se farte – não importando como. E o aspecto passivo das vítimas até reforça isto de uma forma quase intencional.

O livro não mostra as consequências do crime e talvez isso seja o mais trágico de tudo. Pelo fato de ser um distrito famoso pela prostituição, e dominado pela yakuza, é natural que ele seja mais marginalizado e pouco lembrado pela sociedade como um todo. E talvez tenha sido essa a intenção do autor, mas daí ficaria difícil de compreender a cobertura midiática em cima dos dois assassinatos cometidos por Frank que acabaram incomodando Kenji. Dessa forma, o mais provável é que seja mais uma licença poética do autor, mas que é mais algo interpretativo do que alguma fragilidade no roteiro.

O massacre, assim, se torna o clímax do livro, mas ele vem após dois terços da leitura. O restante, que se resume ao terceiro ato inteiro, acaba se tornando algo mais próximo de um “anticlímax”. Contudo, seria leviandade acreditar que tal parte da obra deixe ela “mais fraca” de alguma forma, quando na verdade é ali que mora o lado mais reflexivo que faz esse livro ser memorável. Esta parte só é “menos intensa” do que as predecessoras – por mais que exista a tensão de que algo mais sangrento possa acontecer. No fim, a construção da obra, apesar de não agradar a todos, segue a estrutura e o desfecho que precisavam ter.

Alguns detalhes interessantes

A edição em inglês de “In the Miso Soup” valoriza a coloquialidade original ao optar por não traduzir literalmente o termo japonês “gaijin” (estrangeiro), preservando o tom informal e quase jocoso dos personagens. Essa escolha do tradutor confere à leitura um sabor autêntico, fazendo com que o leitor perceba, de imediato, o choque cultural e a tensão que permeiam o contato entre os japoneses e os estrangeiros. A prosa em primeira pessoa é seca, direta e, muitas vezes, implacável, reforçando a sensação de cinismo e vulnerabilidade diante do desconhecido.

A narrativa avança com ritmo ágil, sem rodeios desnecessários, mas reservando o espaço exato para que a angústia cresça. Na primeira e segunda partes, a astúcia de Keni, que inicialmente o faz parecer esperto e confiante, dá lugar a uma paranoia contida — um sinal de que algo muito errado se aproxima. No ato final, o comportamento passivo de Kenji chega a irritar o leitor, enquanto Frank inspira uma estranha compaixão, não por seu passado, mas pela existência vazia que revela.

Além disso, Murakami tece ao longo do livro referências ao medo da AIDS que permeava nos anos 1980 e 1990, mencionando como clubes sexuais em Tóquio chegaram a recusar clientes estrangeiros por receio da doença. Essa contextualização histórica serve de pano de fundo para a crítica ácida que o narrador faz aos turistas norte-americanos, vistos como imaturos e centrados em sua própria visão de mundo — um contraste nítido com o submundo sombrio e organizado do Kabuki-cho. Além de explorar a psicologia dos personagens, o livro dedica atenção à dinâmica da indústria do sexo em Tóquio, alertando sobre ofertas suspeitosamente baratas — que podem significar desde profissionais pouco qualificadas até a presença de travestis ou idosos disfarçados.

Indisponibilidade em português

No presente momento, em julho de 2025, é muito difícil encontrar uma versão em português de “In The Miso Soup”. Em 2005, a editora “Companhia das Letras” lançou uma versão chamada “Miso Soup”, mas atualmente está esgotada e, como se não bastasse, os exemplares de segunda mão custam um valor absurdo. Portanto, para fazer a presente análise, foi lida a versão em inglês da obra, enquanto não se tem uma nova versão em português. Por isso, para que o leitor possa ter um “gostinho” do que acontece na obra, separamos aqui um resumo, em ordem cronológica e mais direta, dos acontecimentos do livro:

“In the Miso Soup” nos apresenta Kenji, um jovem de 20 anos chamado Kenji que trabalha como guia de turismo sexual para estrangeiros em Kabuki-cho, o famoso “distrito do entretenimento” de Tóquio. Seu emprego o leva a lidar com diversos tipos de clientes e atrações, alertando-os sempre a desconfiar dos preços muito baixos, verdadeiros indícios de arapucas ou perfis duvidosos. Logo no início, Kenji lê nos jornais sobre o assassinato brutal de uma estudante de 17 anos – membros cortados, sinais de abuso – e fica inquieto, pois o crime fora cometido perto da área em que ele trabalha.

No início, somos apresentados a Frank, um estrangeiro que está no Japão e contrata os serviços do protagonista por três noites em busca de turismo sexual, mas o sujeito é muito estranho e o protagonista nota como existem inconsistências em suas declarações sobre sua “viagem de negócios”. O protagonista também cita sua namorada chamada Jun, de 16 anos, e como ela “pode ser difícil de lidar quando brava”.

A primeira noite com Frank é de observação mútua: Kenji percebe contradições na história de negócios do americano, nota o comportamento estranho e até faz uma foto de disfarce numa cabine pública, atendendo ao pedido de sua namorada Jun que quer ajudá‑lo a identificar o sujeito. Em dado momento, uma prostituta que fala inglês menciona sua vontade de conhecer a “Niketown” em Nova York, mas Frank age confuso quando o local é citado, levantando desconfianças — que logo são acalmadas pela facilidade com que ele descreve detalhes da cidade.

Em um “peep show”, Kenji reencontra uma velha conhecida Asami, agora chamada de Madoka, que descreve o rosto de Frank como bizarro durante o orgasmo e revela vícios estranhos: antes de ejacular, ele mandou parar e seu semblante se contraía como se tivesse enxertos de silicone. Após isso, enquanto Kenji e Frank disputam algumas partidas de beisebol numa máquina de fliperama, uma lembrança do pai falecido de Kenji, vítima de doença pulmonar, assalta a mente do jovem, criando uma atmosfera melancólica que contrasta com o frenesi do jogo. Frank, alegando cansaço, é desmascarado por Kenji como mentiroso e, num instante, seu rosto se contorce de modo tão bizarro quanto fora descrito por Asami/Madoka, deixando Kenji incapaz de manter contato visual e questionando as histórias incongruentes do norte‑americano sobre sua infância.

Num impulso de vulnerabilidade, Frank confessa que, apesar de não parecer, é rico — exibindo uma trouxa de notas que não convencem Kenji pela ausência de cartões de crédito — e desabafa ter “voltado a se sentir uma criança” ali mesmo. O clima entre ambos, já tenso, torna‑se ainda mais estranho quando Frank, sem explicar, decide abandonar o jogo e sentar‑se para descansar, deixando no ar uma inquietante sensação de mistério e estranhamento. Neste momento, também, é destacada a presença de um morador de rua próximo deles.

Kenji volta para casa após a primeira noite e descobre no jornal novos detalhes do assassinato da jovem através dos jornais: a vítima fora parte de um grupo de delinquentes juvenis, e o corpo havia sido encontrado em sacos plásticos, com detalhes tão sensacionalistas que a TV exibia reconstituições escatológicas e psicólogos faziam perfil do “monstro”. Nesse clima de pânico midiático, Jun sugere que Frank pode não ser um humano comum — talvez um robô ou algo além do entendimento. Logo em seguida, surgem notícias de que um morador de rua fora encontrado queimado até a quase irreconhecibilidade em um banheiro público próximo àquela mesma área em que Kenji e Frank haviam estado na noite anterior. Isso perturba o jovem, que não hesita em associar o crime ao seu misterioso cliente.

Ao sair com Jun, ele nota um pedaço de algo que parece pele preso à porta do próprio apartamento — o que leva a crer que é um aviso macabro de que está sendo vigiado — e, durante o passeio, recebe um telefonema de Frank, agora instalando‑se em outro hotel e esquivando‑se de combinar hora e local do próximo encontro. A insistência de Frank para que Jun o acompanhe na próxima saída só reforça em Kenji a convicção de que seu guia não é apenas um estrangeiro excêntrico, mas o provável responsável por atos tão cruéis.

A segunda noite começa arrastada. Kenji leva Frank a um bar de acompanhantes e, quando tudo parece entediante, a situação explode num massacre: Frank ataca Kenji, quase nocauteando‑o, e então degola brutalmente uma das mulheres, quase decapitando‑a, antes de esfaquear e matar outras vítimas. E tudo enquanto boceja como se fosse um gesto rotineiro. Incapazes de reagir, as mulheres e o único homem presente (além de Kenji) assistem em choque ao massacre, e Frank ainda esmurra o rosto do homem com golpes cruéis.

Num momento de verdadeiro horror, Frank incita Kenji a violentar um cadáver, proferindo falas doentias sobre o prazer necrofílico, e, diante da recusa do jovem, chega a cortar as orelhas do outro homem indefeso, sugerindo que as introduza na vagina de uma das mulheres mortas. Pouco antes do final da segunda parte, ainda na cena do crime, Kenji finalmente consegue ligar para Jun, mas não consegue falar sobre o que aconteceu. Por fim, Frank o ajuda a se erguer como se nada ali tivesse sido além de uma noite comum, sugerindo que saiam juntos como se nada tivesse acontecido.

Após o massacre, Frank caminha ao lado de Kenji e, com um abraço nos ombros, pergunta se ele ficou assustado com o que aconteceu. “Um pouco”, responde Kenji. Frank sugere em seguida que ele conte tudo à polícia enquanto passam diante de uma cabine de agentes. Em seguida, Frank some em busca de uma prostituta latina e entra num love hotel, deixando Kenji “livre para ir embora”. O protagonista compra um chá em lata e reflete sobre os motivos de não denunciá‑lo: além de seu próprio medo de se incriminar como guia turístico sem licença, Kenji ensaia a hipótese de que as vítimas talvez fossem “robôs ou autômatos” – tudo como uma forma de “negação” pelo que aconteceu.

O reencontro entre Kenji e Frank, minutos depois, rende um diálogo tão intenso quanto bizarro, no qual Frank confessa ter “vários cérebros vivendo no mesmo corpo” e admite que cogitou matar Kenji, mas optou por poupá‑lo – um momento em que o jovem quase se convence de que talvez seja ele o louco da história. A dupla sai caminhando pelas ruas até chegar no local que Frank está abrigado, que mais parece um esconderijo.

Ao chegar ao local, Kenji ouve o estrangeiro discorrer de modo quase filosófico sobre os sinos de fim de ano no Japão, abordando com delicadeza os costumes que marcam a passagem do tempo e refletindo sobre a longa história de isolamento do país até a chegada das armas de fogo trazidas pelos portugueses séculos atrás. Frank demonstra um conhecimento curioso sobre tradições e contradições culturais — fruto de leituras e relatos de outros estrangeiros, e não de fontes japonesas — ressaltando o abismo entre o respeito aos ritos espirituais milenares e o consumismo exacerbado da sociedade contemporânea.

Ainda no esconderijo, em dado momento, em uma ligação telefônica, Kenji planeja com Jun um monitoramento discreto do encontro entre ele e Frank e pede para que ela os vigie em uma determinada ponte. É claro que ele fala com ela em japonês, para que Frank não perceba. Porém, logo em seguida, o clima do diálogo entre protagonista e vilão torna intimista, colocando em segundo plano o horror da noite e dando às palavras de Frank uma estranha atmosfera de normalidade.

Na conversa que se segue, Frank compartilha episódios de sua vida, desde um suposto instinto assassino na infância até internações em hospitais psiquiátricos, mas seu relato se revela tão carregado de grandiloquência e narcisismo que torna-se impossível dissociar verdade e delírio.

Pouco antes da despedida definitiva dos dois, agora fora do esconderijo e na dita ponte, Frank cita a famosa “sopa de missô”. O prato emerge como símbolo de uma ligação estranha entre Frank e Kenji: em tom melancólico, Frank confessa que Kenji é o único amigo que possui e expressa o desejo de, a qualquer momento, compartilhar com ele uma tigela do prato que nunca chegou a provar. Frank revela tê‑lo visto uma vez num restaurante do Colorado, mas nunca ter experimentado seu sabor — justificando que “ele agora está na sopa de missô e não precisa mais prová‑la”.

Antes de sumir na multidão, Frank entrega a Kenji um envelope que o protagonista só abre após se sentar junto de sua namorada – que estava vigiando ambos. Dentro do envelope, ele encontra uma pena de cisne.

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